img_4697.jpg

Museu da Imagem e do Som de SP: Steve Jobs, o visionário – Parte 2

Telão de uma das salas do evento que contava com um iPad para acesso a informações, como o número de Apples II vendidos no ano de 1980

Sala com diversas fotos capturadas de Jobs pelo fotógrafo Jean Pigozzi

Entre o lendário Apple I e o Apple II

 

Apple I, o início de tudo

Apple I, a pedra fundamental

A

Apple II, o primeiro sucesso comercial de vendas

img_4572.jpg

Museu da Imagem e do Som de SP: Steve Jobs, o visionário – Parte 1

Fachada do Museu da Imagem e do Som (MIS), que apresentou a exposição: Steve Jobs, o visionário

Linha do tempo

Se ligue, sintonize e caia fora

Steve Jobs vs. Bill Gates

Janis Joplin está entre as cantoras preferidas de Jobs

 

Steve Jobs vs. John Sculley

Apple IIc

O primeiro computador portátil da Apple: Apple IIc

Lançado no ano de 1984, o Apple IIc foi a primeira tentativa da Apple de produzir um computador portátil. A ideia da maça foi desenvolver um computador do tamanho de um livro, semelhante aos portáteis que a Toshiba produzia na época, mas com drive de disquete embutido.

Apple IIc

Exemplar do Apple IIc que faz parte da minha coleção

Apple IIc - visão traseira

Visão da parte de trás do meu Apple IIc. Da esquerda para direita: conexão p/ mouse/joystick; conexão DIN p/ modem; conexão RGB de saída; plug RCA fêmea p/ saída de vídeo composto; conexão DB19 p/ unidade externa de drive; conexão DIN p/ impressora; conexão DIN para fonte externa de alimentação; e botão liga/desliga.

O desafio para os engenheiros da Apple foi incorporar diversos componentes em um gabinete pequeno, do tamanho de um notebook, sem os slots que caracterizavam o poder de expansão da linha “Apple II”. O foco do projeto era ser um computador “plug and play”, de fácil manuseio: vendia-se a ideia de que bastava tirá-lo da caixa e colocá-lo para funcionar imediatamente, sem a necessidade de comprar peças extras, como o Macintosh viria a ser. De fato, como se vê de sua gama de conexões na parte traseira, não era preciso adquirir interfaces como controladora de drive ou placa serial para utilização de periféricos (drive de disquete, impressora, modem etc).

Apple IIc - drive de disquete

O Apple IIc possui um drive de disquete de 5 1/4″ incorporado ao gabinete

O “c” que acompanha a palavra “Apple” é a abreviação de “compact”. O hardware utilizado foi o mesmo do “Apple IIe” e sua memória nativa era de 128 Kb, o dobro do IIe tradicional, podendo ser expandida.

Apesar de ser lançado como um micro portátil, faltava-lhe uma tela para exibir as imagens e não possuía bateria. A Apple comercializava um monitor monocromático de 9″, semelhante aos que eram encontrados em redes de supermercado no Brasil.

Apple IIe e Apple IIc

No ângulo da foto é possível conferir a diferença de tamanho entre o Apple IIc e o seu “pai” (Apple IIe).

Foi copiado no Brasil pela empresa Milmar, que produziu o Apple IIc Laser, cuja arquitetura de hardware era de um Apple II+. Um clone brasileiro que muito se assemelhava à proposta do Apple IIc era o TK 3000 IIe Compact, que possuía duas versões de memória nativa: 128Kb e 320Kb, mas não possuía o drive de disquete de 5 1/4″ embutido no gabinete.

publicar03_solution16

O primeiro computador de 16 bits integrado do Brasil: Solution 16

O Solution 16 foi um microcomputador lançado no ano de 1986 pela empresa brasileira Prológica.

 

Solution 16 - Foto 1

Solution 16 que faz parte da minha coleção de micros antigos. Nesta foto ele está com o teclado encaixado no gabinete.

Solution 16 - Foto 02

Solution 16 que faz parte da minha coleção de micros antigos. Nesta outra foto ele está com o teclado desencaixado.

Solution 16 - Foto 03

Solution 16 em funcionamento.

 

Da mesma forma que hoje em dia conhecemos os computadores all-in-one, como o iMac da foto, antigamente, nos primórdios da computação pessoal, eles já existiam e a ideia era praticamente a mesma, a de integrar tela, CPU, componentes e  periféricos em um único gabinete.  

 

iMac All-in-One

iMac All-in-One

 

Pioneiros dessa linha all-in-one, com aparência semelhante a do Solution 16,  foram os modelos da linha TRS-80, fabricados pela norte-americana Tandy Corporation, entre o final da década de 1970 e meados de 1980.

 

 

TRS-80

TRS-80 Model III

 

Agora, o primeiro “all in one” da história parece ter sido o HP 9830, lançado no ano de 1972, e que tinha a aparência de uma calculadora.

 

HP 9830

HP 9830: o primeiro computador integrado tinha aparência de uma calculadora.

O Solution 16 é um micro de 16 bits (processador Intel 8088), que conta com 256 Kb de RAM nativa e 16 KB de ROM. O meu exemplar está com duas unidades de disquete de 5 1/4″, mas eles podiam vir de fábrica com drive e winchester. Aliás, quanto a este, tratava-se de um gadget de luxo com capacidade de 20 Megabytes, que prometia a “memória de elefante sem o tamanho do elefante”, segundo propaganda veiculada na Revista INFO do ano de 1987. O engraçado é que, para os padrões atuais, a memória é de formiga e o tamanho/peso de elefante.

Foi lançando no mercado nacional como o primeiro computador de 16 bits integrado do mercado. O fato de ser compatível com o IBM PC foi explorado pela empresa Prológica, em seus anúncios veiculados na mídia, como sendo um diferencial para a época.

 

TK 3000 //e

TK 3000 //e da Microdigital

Tk 3000 //e da Microdigital

Tk 3000 //e da Microdigital

 

TK 3000 //e

TK 3000 //e

Peguei esse “TK 3000 //e” há alguns meses atrás, acompanhado de 4 (quatro) placas, uma sDisk II, um drive slim da CCE e um monitor de fósforo âmbar. Trata-se de um microcomputador, lançado no ano de 1985, que era fabricado pela empresa brasileira Microdigital, que também fabricava o TK 85, TK 2000, entre outros.

É compatível com a linha Apple II norte-americana, modelo “e” (enhanced), e tem 64 Kb de RAM. Existe uma versão compacta dele, com mais memória nativa: TK 3000 //e Compact. Tenho este modelo na configuração de 320 Kb. Aliás, foi sobre ele que escrevi um dos primeiros posts deste Blog.

Ao lado do Unitron Ap II, foi o meu micro preferido na década de 1980.

Ele tem um teclado inteligente que permite redefinir suas funções, com acentuação gráfica da língua portuguesa (MODE), o que ajudava muito na digitação do texto em programas como o Wordstar.

O meu da foto está com expansão de memória (128 Kb) e placa CP/M.

Placa de expansão 128 Kb

Placa de expansão 128 Kb

 

Placa CP/M

Placa CP/M

 

tk3000_cpm_pub

 

Monitor SyncMaster 510n da Samsung

Monitor SyncMaster 510n da Samsung

A mensagem que está sendo exibida na tela do monitor SyncMaster 510n da Samsung é do programa de inicialização (HELLO) do meu disquete de testes.

Esse monitor da SAMSUNG tem frequência de 15Hz e está ligado num conversor VGA, motivo pelo qual consigo utilizá-lo com o meu micro antigo.

Saudações,

Rodrigo – evoltecno

Visão da frente: MICROengenho2 da Spectrum

MICROengenho2 da Spectrum – o Apple II+/e brasileiro com cara de PC IBM XT

MICROengenho2 - visão frontal

 

Considero esse microcomputador um simbolo brasileiro da migração dos micros de 8 bits, como o Apple II e seus compatíveis, para a linha dos micros de 16 bits, em especial os PCs IBM AT e seus compatíveis.

Foi um micro que muito me intrigou no final da década de 1980, pois o via em revistas e catálogos numa época em que os PCs IBM XT/AT já estavam no mercado. É que a aparência dele, dotado de um gabinete horizontal com drives de 5 1/4″, e teclado separado do gabinete, como um periférico, o tornava por demais semelhante ao PC IBM XT, mas, na realidade, seu coração era de um Apple II+/e.

 

Visão da frente: MICROengenho2 da Spectrum

 

Sim, um Apple “II+/e”. O  MICROengenho2 possui uma chave seletora na parte traseira do gabinete, que permite selecionar o modo que opera sua compatibilidade com a linha Apple II: II+ (plus) ou IIe.

 

Visão traseira: MICROengenho2 da Spectrum

 

Há muito vinha tentando adquirir um exemplar dessa máquina, que é extremamente rara, e finalmente consegui uma em excelentes condições.

Esse microcomputador era fabricado pela empresa Spectrum, do mesmo grupo da Scopus, na vigência da reserva de mercado no Brasil. Uma curiosidade da Scopus foi ter desenvolvido um Sistema Operacional (SO) chamado “Sisne”, que, segundo informações dessa empresa, era compatível com o MS-DOS. Isso antes que este sistema da Microsoft fosse licenciado no Brasil, após uma longa queda de braço com os E.U.A. Na época, a Microsoft acusou a Scopus de ter pirateado rotinas do MS-DOS.

O Brasil foi arrumar briga justamente com a Microsoft, desencadeada pelo impedimento do licenciamento do MS-DOS no país, e com a Apple, por ter clonado o Macintosh. Dois cachorros que já eram grandes, em tempos idos da disputa pelo domínio tecnológico no Brasil,  e que acabaram por abocanhar nosso mercado. Mas isso é uma outra história …

 

Visão da frente: MICROengenho2 da SpectrumVisão da frente: MICROengenho2 da SpectrumMICROengenho2 - serial monitor

 

Saudações,

Rodrigo – evoltecno

 

Macintosh Plus: novo integrante da minha coleção de micros antigos

Mais um micro clássico para minha coleção: Macintosh Plus

Recentemente, adquiri um Macintosh Plus.

Trata-se do terceiro modelo da linha do primeiro Macintosh lançado no ano de 1984.

Foi lançado um ano e alguns meses após o lançamento do “fat Mac” (1985), que possuía 512 KB de RAM. O Plus tem 1 MB de RAM.

O Plus foi o último modelo a possuir, na parte frontal, uma porta como a de telefone para conexão do teclado.

Foi o primeiro da linha Mac a incluir uma porta SCSI, que possibilitava a conexão de uma gama de dispositivos externos.

Meu micro, em especial, está sem hd, somente com o característico drive embutido de 3.5″. Ainda não tive tempo de colocar em funcionamento os meus outros MACs e gerar alguns discos de sistema para ele.

O Macintosh fez aniversário de 30 (trinta) anos na última sexta-feira, o que levou a mídia especializada a produzir diversas matérias sobre esse computador, que ocupa espaço de grandeza entre os mais importantes e populares da evolução tecnológica da computação pessoal.

Matérias sobre o aniversário do Mac publicadas na internet:

Saudações,

Rodrigo – evoltecno

Máquina de escreve digital Panasonic W1505

Coleção: Máquina de escrever digital Panasonic W1505

Faz tempo que não escrevo algo a respeito do meu pequeno museu da computação pessoal.

Recentemente, adquiri mais uma peça para o meu acervo. Não se trata propriamente de um microcomputador, mas, sim, de uma máquina de escrever digital com processador de texto do Word incorporado.

Máquina de escreve digital Panasonic W1505

Essas máquinas eram bem funcionais para profissionais como advogados, que, na maioria das vezes, utilizavam seu microcomputador como uma máquina de escrever para redigir suas petições.

O legal é que possui tela de pré-visualização do que está sendo redigido, possibilitando a correção, formatação e tabulação do texto. É possível, ainda, gravar o texto em disquete para posterior edição.

Sds,

Rodrigo – evoltecno

Parte II da coleção de computadores antigos de evoltecno – www.evolucaotecnologica.com.br

Parte II da coleção de microcomputadores antigos do autor do Blog Evolução Tecnológica – www.evolucaotecnologica.com.br: Unitron Mac 512, TK 2000 II Color da Microdigital, CP 400 da Prológica, Commodore Amiga 600, Unitron Apple II, Apple II Master, Apple Laser IIc Continue reading

SDISK II - Emulador de drive para Apple II

Substituindo disquetes por memória flash no Apple II e compatíveis

Tem uma turma que não se cansa de criar soluções para manter viva a alma dos micros clássicos. E outra que não se cansa de aguardar essas soluções (meu caso).

Dentre essas soluções, existe uma muito interessante que substitui o disquete de 5 1/4″ por memória flash, trata-se da SDISK II.

 

SDISK II - Emulador de drive do Apple II

SDISK II – visão traseira da placa de circuito impresso

SDISK II - Emulador de drive do Apple II

SDISK II – rodando o game Donkey Kong a partir da imagem gravada no cartão SD

SDISK II - Emulador de drive para Apple II

SDISK II – cabo flat da controladora de drive do Apple II conectado à placa

SDISK II - Emulador de drive para Apple II

SDISK II – selecionando a imagem de disco por meio do visor LCD

SDISK II - Emulador de drive para Apple II

SDISK II – conectada ao micro Apple II Master

 

A SDISK II, muito bem feita por Victor Trucco, faz as vezes (emula) do drive de disquete do Apple II (DISK II), permitindo carregar programas e games do micro diretamente de um cartão de memória SD. Para tanto, basta rechear a memória do cartão com imagens de disco convertidas para extensão .NIC e conectar a SDISK II na placa controlada de drive do Apple II. O projeto conta com visor LCD e três botões para seleção das imagens. É diversão na certa e uma mão na roda para quem precisa ou quer substituir os velhos disquetes de 180 Kb por face.

Saudações, Rodrigo – evoltecno