Tela do extinto website Pen Drive Net

Conheça o website que se tornou referência sobre a memória pen drive no Brasil

Pen Drive Net (www.pendrivenet.com.br) foi um website pioneiro sobre as memórias flash USB, popularmente conhecidas pelo nome de “pen drive”, lançado no ano de 2004 e encerrado no ano de 2014.

 

Tela do extinto website Pen Drive Net

 

Do seu lançamento ao seu encerramento, o website foi visitado por mais de 11.000.000 (onze milhões) de usuários no Brasil e no mundo, registrando 326.874.663 (trezentos e vinte e seis milhões, oitocentos e setenta e quatro mil, seiscentos e sessenta e três) de HITS totais.

Pen Drive Net possuía outra porta de entrada: www.flashdrive.com.br com características próprias (hospedava o fórum etc), que, se somados ao número de acessos totais ao domínio www.pendrivenet.com.br, ajudou a contabilizar mais de 15.000.000 (quinze milhões) de visitas de usuários no Brasil e no mundo, registrando mais de 500.000.000 (quinhentos milhões) de HITS totais, desde o lançamento do portal.

Durante seus primeiros anos de existência, o website figurou na primeira página de resultados pela busca da palavra “pen drive” no Google mundial, sempre entre os cinco primeiros resultados listados.

Desenvolvido pelo autor do Blog >Evolução Tecnológic@_, acabou por se tornar uma referência sobre a memória pen drive no Brasil, tendo em vista sua popularidade conquistada pelas ferramentas que disponibilizava aos seus visitantes, a seguir comentadas:

 

::: DRIVERS

Tela da seção "drivers" do extinto website Pen Drive Net

Tela da seção “drivers” do extinto website Pen Drive Net

Na seção “DRIVERS” era possível baixar o driver correspondente ao modelo de pen drive listado, incluindo eventual software do fabricante.

Essa mesma sessão do site, permitia o acesso a um banco de dados de firmwares dos populares S1 MP3 e MP4 Players, alimentado a partir de contribuições dos usuários do site.

Um drive muito baixado pelos usuários do site, na época do lançamento do Pen Drive Net, era o driver genérico para Windows 98 SE.

 

::: FICHA TÉCNICA

O link “ficha técnica” era o coração do site, pois tinha a função de catalogar os fabricantes, as marcas e os modelos dos principais pen drives, mp3 e mp4 players do mercado.

Sistema de busca do link "Ficha Técnica" do website Pen Drive Net

Pen Drive Net contava com um avançado sistema de busca por memórias flash USB

Por meio de consulta pelo nome do fabricante ou pelo tipo de dispositivo procurado: pen drive, mp3 e mp4 players, era possível acessar a ficha técnica do dispositivo e obter informações como: imagem, compatibilidade, dimensões, velocidade de leitura e gravação, entre outras.

 

::: DICAS

A seção “DICAS” era uma das mais acessadas do Pen Drive Net, e disponibilizava dicas variadas sobre o funcionamento da memória pen drive, muitas delas enviadas por usuários do site, como as que versavam sobre a inicialização do computador (boot) através do pen drive, funcionamento no Linux e resolução de problemas com o funcionamento do dispositivo.

 

::: MANUAL MP3 PLAYER

Ilustração de um S1 MP3 Player

Ilustração de um S1 MP3 Player do manual desenvolvido pelo autor do extinto website Pen Drive Net

Desenvolvido pelo próprio autor do Pen Drive Net, tratava-se de um manual on-line completo sobre o funcionamento dos populares S1 MP3 Players, que eram comercializados pelas seguintes marcas: Foston, Merlin, Powerpack, X-Tech, Teratech, Sony? (genérico), Bak, Gotec, Tube Mp3 Opti3, entre outras.

 

::: TESTE DE MEMÓRIAS FLASH USB

Essa seção não chegou a ser muito explorada pelo autor do site, mas o seu objetivo era realizar testes comparativos com os principais pen drives do mercado, com a disponibilização de dados pertinentes à portabilidade, peso, velocidade de leitura/gravação e design do dispositivo flash USB.

Algumas memórias que foram testadas: DataTraveler da Kingston, JetFlash 2A da Transcend, zMatePen Nacre da Dane-Elec e JumpDrive Sport da Lexar.

 

::: FÓRUM

O FÓRUM era um espaço no qual os usuários do Pen Drive Net podiam debater livremente sobre pen drive, mp3 e mp4 players, trocando ideias e soluções a respeito desses dispositivos.

 

::: NOTÍCIAS E NOVIDADES

Sushi Disk

Com o tempo, as memórias pen drives passaram a ser personalizadas, como foi o caso da “sushi disk”

Seção do site com notícias e novidades sobre a memória pen drive, como o lançamento do primeiro pen drive com acesso protegido por reconhecimento biométrico, ou até mesmo dos primeiros pen drives personalizados, como o sushi disk, que o autor do site obteve diretamente do Japão.

 

::: NA MÍDIA

O link “NA MÍDA” tinha a seguinte subdivisão: “SORTEIOS & PESQUISAS”, “CLIPPINGS”, “CINEMA” e “FOMOS NOTÍCIA”.
SORTEIOS & PESQUISAS.

A seção “SORTEIOS & PESQUISAS” iniciou com um desafio no ano de 2005: A memória pen drive substituirá o disquete? Dos 269 participantes, 95,7% responderam que SIM, e 4,83% responderam que NÃO. Veja algumas das fundamentações dos participantes da pesquisa:

Disquete vs. memória pen drive

Voto: SIM
Fundamentação: “Tamanho, capacidade, praticidade e velocidade são algumas das principais vantagens do pen drive em relação ao Diskete. O preço por byte armazenado é praticamente o mesmo, o que faz com que o pen drive seja, além de mais vantajoso, acessível”.

Voto: SIM
Fundamentação: “Tecnologia avançada, portabilidade e capacidade de armazenamento fazem do PenDrive uma excelente escolha em substituição ao FDD”.

Voto: NÃO
Fundamentação: “As mídias de CD já o fizeram pela viabilidade do preço. A confiabilidade e portabilidade do pen drive esbarram no custo. Mas o futuro….”.

 

Segunda pesquisa feita pelo website Pen Drive Net

Gráfico da segunda resultado da pesquisa realizada por Pen Drive Net

A segunda pesquisa realizada por Pen Drive Net, procurou apurar se o visitante do site já possuía pen drive, bem como colher comentários e sugestões sobre o website. Dos 308 internautas participantes, 50,9 % disseram que já possuíam pen drive e 49,03% que não possuíam.

Veja alguma das opiniões dos participantes da pesquisa:

Opinião: “Inacreditavelmente fantastico. Eu, depois que entrei no site, percebi que nao sabia nada sobre este mundo fabuloso. Abração e SUCESSSO !”.

Opinião: “Fiquri surpreso qdo pesquisando no Google encontrei esse site. Colhi uma dica importante que foi como montar o pendrivre no Linux, e deu certo. Parabéns! Estou recomendando a amigos”.

Opinião: “Já tenho conhecimento sobre o site. Gostei do jeito que ele foi elaborado. Poderia colocar mais ofertas e diversidades de marcas para os pens. Já faz tempo que quero um pendrive, gostaria de ganhar. VALEU!!! FUI!!!”.

 

::: CLIPPINGS

A seção “CLIPPINGS” disponibilizava publicações de revistas e jornais sobre a memória pen drive, nas quais, por vezes, Pen Drive Net era citado com referência sobre o assunto, como foi o caso da edição nº 14743, de janeiro/2006, do Jornal ZERO HORA de Porto Alegre.

 

::: CINEMA

Na época do lançamento do website, pen drive era uma nova tecnologia para armazenamento de dados. No cinema surgia como um gadget nos filmes de ação e de suspense, o que inspirou o autor do site a comentar as aparições da memória pen drive nas películas.

Veja os comentários do autor do Pen Drive Net sobre o filme “The Recruit”:

The Recruit

“No filme “O Novato” (The Recruit), um veterano agente da CIA recruta novatos e os submete a vários testes com o propósito de selecionar novos agentes para a CIA, mas, na realidade, tem a intenção de manipular os novatos em proveito próprio com o objetivo único de roubar e vender uma poderosa arma de destruição em massa chamada ICE 9.

Por ordem do veterano, uma recruta se infiltra como espiã na empresa que guarda a fórmula do ICE 9 e copia, por meio de uma PEN DRIVE, as informações sobre a arma. O detalhe fica para o computador em que a recruta acessava os dados: não possuía drive de disquete, em virtude da política de segurança da empresa!

Para passar pela segurança do prédio da empresa, a recruta escondia a PEN DRIVE no fundo falso de uma garrafa térmica.

Vocês viram? É a nossa PEN DRIVE em ação!”.

 

::: FOMOS NOTÍCIA!

Pen Drive Net era citado como referência sobre a memória pen drive em veículos da mídia, como jornais e revistas. Quando essa citação chegava ao conhecimento do autor do website, a respectiva matéria era publicada na seção “FOMOS NOTÍCIA!”. Tem-se como exemplo a edição nº 41607 , de 17/09/2007, do Jornal O Estado de São Paulo.

A atração por novidades hi-tech levou o advogado Rodrigo Marcos Antonio Rodrigues, de 32 anos, a comprar o primeiro pen drive há três anos, quando muita gente nem sabia para que servia o dispositivo. “Me apaixonei”, conta. “Fiquei meio louco e comecei a comprar. Surgia um com caneta, eu comprava. Via outro, comprava. E era caro. Quando fui ver, tinha pen drive para tudo o que é lado.” Hoje, tem mais de 30. De tão fanático, Rodrigues criou um site dedicado ao assunto, o PenDriveNet (www.pendrivenet.com.br), que tem até fórum de discussões. Há inclusive avaliações dos diferentes modelos disponíveis no País.

 

 

- JORNAL o Estado de São Paulo

 

::: VENDA E COMPRA DE MEMÓRIAS PEN DRIVE

Pen Drive Net nunca comercializou pen drives, por meio de seu portal, mas disponibilizava um espaço para parceiros anunciarem seus produtos, desde que estes fossem pen drives ou qualquer tipo de memória flash, incluindo mp3 e mp4 players.

A intenção sempre foi atender aos anseios dos visitantes.

Essa seção do site teve várias fases:

Na primeira fase, havia um espaço em que o visitante do site podia gratuitamente cadastrar-se e anunciar suas memórias ou sua intenção de comprá-las. Na segunda, o autor do website desenvolveu um sistema próprio de e-commerce chamado “compra segura”, em que era celebrado um contrato com determinada empresa, que cadastrava suas memórias na plataforma de e-commerce do Pen Drive Net e as vendias diretamente pelo site, submetendo-se a um sistema de qualificação que possibilitava ao comprador avaliar a negociação realizada. O “compra segura” funcionou com êxito durante alguns anos, até o seu encerramento por vontade do autor do website. Na terceira fase foi estabelecida parceria com o MercadoLivre e mantida a já existente com a Atera Informática.

Uma curiosidade sobre o website Pen Drive Net foi ter sido inteiramente desenvolvido a partir de uma pen drive com capacidade de 128 MB, a primeira adquirida pelo seu idealizador.

 

Curso de Informática Básica para Advogados na OAB/Santos

Estão abertas inscrições para o Curso de Informática Básica para Advogados na OAB/Santos, que visa a inclusão digital desses profissionais.

Serão 12 (doze) aulas semanais (terças e quintas-feiras), das 19h às 21h, com início no próximo dia 09 de abril e término no dia 23 de maio de 2013. O início do curso foi prorrogado para 16 de abril.

O conteúdo programático do curso está voltado tanto para os profissionais do direito que desejam ingressar no mundo digital, como para os que já possuem alguma bagagem, mas precisam atualizar seus conhecimentos.

No cenário atual é imperativo que os advogados tenham noções básicas de informática para que possam avançar no aprendizado de ferramentas mais complexas, como o peticionamento eletrônico com certificação digital e a pesquisa de jurisprudência eletrônica.

Essas noções básicas serão transmitidas no curso, cujo conteúdo programático é o seguinte: hardware (noções básicas); sistema operacional Windows; processador de texto e planilha eletrônica; rede mundial de computadores (web); certificação digital.

O curso será ministrado na Casa do Advogado II – CAD, localizada na Praça Patriarca José Bonifácio, 50 – Centro – Santos/SP. Mais informações: (13) 3226-5900. Inscrições pelo site da OAB/Santos na internet: http://t.co/rIoYM32lWx

A realização é da Ordem dos Advogados de Santos, por meio de sua Comissão de Informática Jurídica e Direito Eletrônico.

Não perca! As vagas são limitadas pelo fato do curso priorizar a prática, disponibilizando um computador de última geração por aluno.

Rodrigo Marcos Antonio Rodrigues
Coordenador da Comissão de Informática Jurídica e Direito Eletrônico da OAB/Santos

SDISK II - Emulador de drive para Apple II

Substituindo disquetes por memória flash no Apple II e compatíveis

Tem uma turma que não se cansa de criar soluções para manter viva a alma dos micros clássicos. E outra que não se cansa de aguardar essas soluções (meu caso).

Dentre essas soluções, existe uma muito interessante que substitui o disquete de 5 1/4″ por memória flash, trata-se da SDISK II.

 

SDISK II - Emulador de drive do Apple II

SDISK II – visão traseira da placa de circuito impresso

SDISK II - Emulador de drive do Apple II

SDISK II – rodando o game Donkey Kong a partir da imagem gravada no cartão SD

SDISK II - Emulador de drive para Apple II

SDISK II – cabo flat da controladora de drive do Apple II conectado à placa

SDISK II - Emulador de drive para Apple II

SDISK II – selecionando a imagem de disco por meio do visor LCD

SDISK II - Emulador de drive para Apple II

SDISK II – conectada ao micro Apple II Master

 

A SDISK II, muito bem feita por Victor Trucco, faz as vezes (emula) do drive de disquete do Apple II (DISK II), permitindo carregar programas e games do micro diretamente de um cartão de memória SD. Para tanto, basta rechear a memória do cartão com imagens de disco convertidas para extensão .NIC e conectar a SDISK II na placa controlada de drive do Apple II. O projeto conta com visor LCD e três botões para seleção das imagens. É diversão na certa e uma mão na roda para quem precisa ou quer substituir os velhos disquetes de 180 Kb por face.

Saudações, Rodrigo – evoltecno

Segurança na navegação com pen drive biométrico

Pen drive com acesso biométrico

Faz tempo que tenho um pen drive com acesso biométrico, que utilizo para navegar em computadores de terceiros e manter minhas informações seguras. É claro que faço isso somente quando é necessário, pois hoje em dia acesso meus e-mails pelo smartphone.

Na realidade, já escrevi sobre esse dispositivo há seis anos atrás. Foi na seção de dicas do site Pen Drive Net – http://www.pendrivenet.com.br/ , um website que desenvolvi no ano de 2004.

Parei de atualizar o site por falta de tempo, mas ainda existe muita coisa legal por lá …

Voltando ao pen drive com acesso biométrico, de que forma ele pode ser útil para uma navegação segura?

Quando você cadastra previamente a senha de um site no software do dispositivo, basta o reconhecimento de sua digital para acessá-lo sem a necessidade de digitar a senha. Com isso, você ganha uma maior proteção em face dos keyloggers e demais bisbilhoteiros.

Exemplo: estou numa lan house ou no saguão de um hotel e preciso acessar o meu e-mail pelo webmail. Utilizando o pen drive com acesso biométrico, a digitação da senha não será necessária, basta o reconhecimento de minha impressão digital. Outro fator de segurança importante é que todo o histórico de navegação fica gravado na memória do pen drive, mas é necessário que você tenha instalado um browser portátil no pen drive, como o Firefox Portable.

A dica é essa, a única ressalva que faço é em relação aos keylogs. Quando falamos de segurança na era da informação, não há ferramenta que seja 100% eficaz …

Saudações eletrônicas,

Rodrigo Marcos Antonio Rodrigues

Da esquerda para direita, disquete de 8, 5 1/4 e 3 1/2 polegadas

Mídias e dispositivos de armazenamento removível

Saudações a todos, este é o primeiro post do Blog Evolução Tecnológica.Há muitos assuntos que mereceriam uma abordagem inicial, mas o que me vem à mente neste momento inaugural é a evolução das mídias e dispositivos de armazenamento removível.

Nos primórdios da computação pessoal, reinava absoluto os disquetes de 5 ¼ polegadas, mas paralelamente eram utilizadas fitas cassetes para armazenar os dados. Sim, as mesmas utilizadas para gravação de áudio, que atualmente são peças de museu, assim como os disquetes. E antes mesmo dos disquetes de 5 ¼ polegadas, existia o de 8 polegadas, de dimensão maior, mas nem por isso com maior capacidade de armazenamento.

Os disquetes de 5 ¼  que eu utilizava em meus Apples II, por exemplo, tinham capacidade de 180 Kb por face. Sim, o disquete podia ser gravado em suas duas faces (double-sided), para tanto, era necessário “picotar” o outro lado da mídia para  permitir a gravação. Existia até mesmo uma ferramenta para isso, chamada de “picotex”. Então, podemos dizer que esses disquetes tinham capacidade total de 360 Kb, um luxo para a época! Calma, vou explicar porque era um luxo …

Para a maioria dos mortais brasileiros do início da década de 80, um drive de disquete era um “gadget” de alto custo.  Para início de conversa, ainda não se comercializavam os discos rígidos (hard disk, winchester), apesar da tecnologia já ter sido inventada. Portanto, os softwares rodavam diretamente do disquete. Quando se utilizava um programa mais parrudo, era necessário mais de um disquete para rodá-lo. Neste caso, podia ser utilizado mais de um drive para essa tarefa (A e B) ou simplesmente remover o disquete e inserir o outro cada vez que o software requisitava.

Mas volto a lembrar, os drives de disquete eram para poucos! Estávamos em plena reserva de mercado! Abordarei este assunto (reserva) num próximo post. Então, como se fazia? Veja bem, estou abordando a computação pessoal. Havia duas opções.  A primeira era digitar o programa na tela e rodá-lo, quando o computador fosse desligado, perdia-se tudo! Acredite, estou dizendo que muitas pessoas ligavam o seu micro e digitavam 100 linhas de um programa em BASIC ou outra linguagem, rodavam aquela belezinha na tela e quando desligavam o computador perdiam tudo! É triste para a geração atual, mas uma diversão para aquela geração … a outra opção era gravar numa fita cassete. Essa operação requeria certa dose de paciência, tanto para a gravação como para o carregamento do programa, particularmente nunca gostei de utilizar fitas cassete.    

 

 

Existia outro pequeno problema, a RAM do computador era limitada. Os Apples II, em média, tinham 64 Kb RAM. Alguns micros da Prológica e da Microdigital, compatíveis com o TRS-80, só tinham 16 KB e por ai vai, isso que dizer que o tamanho do programa era limitado à memória do micro. Mas não vamos entrar nesse assunto, continuemos nas mídias e dispositivos de armazenamento removível.

Depois do disquete de 5 ¼ polegadas, surge o disquete de 3 ½ polegada. Bingo!? Agora tínhamos o dobro de capacidade de armazenamento, incríveis 720 Kb! Estes novos disquetes eram menores, com invólucro mais resistente, e seu drive de leitura e gravação era menor. Outro ponto interessante é que vinha com um botão seletor que protegia contra gravação. Nos disquetes de 5  ¼”  e 8 polegadas, era necessário colar um adesivo no picote (buraco localizado na parte esquerda e direta superior) para proteger contra a gravação. Sem sombra de dúvidas, os disquetes de 3 ½ polegadas eram mais resistentes, pois estavam mais protegidos contra o mofo, o magnetismo e outras avarias decorrentes do uso.

Protegia-se o disquete contra gravação não somente para prevenir a perda de dados por subscrição ou formatação acidental, mas também para proteção contra vírus. Quanto a este, um clássico que marcou uma época: sexta-feira 13!

O disquete de 3 ½”  foi uma mídia massificada no início da década de 90, pelos Macintosh e PC IBM XT/AT e compatíveis, apesar de durante um tempo ser mantida a utilização dos discos de 5 ¼”. Ainda hoje lembro com certo amargor, a destruição de cerca de 400 disquetes de 5 ¼ que possuía, como tantas outras coisas que me desfiz, maravilhado com a nova tecnologia que surgia! Hoje vejo que estava destruindo a história que poderia ter mantido viva, mas atualmente recupero pouco a pouco.

Cito algumas marcas de disquetes de 5 ¼ e 3 ½“: Nashuatec, Verbatim, Maxell, Sony etc. Com o tempo e a evolução tecnológica,  surgiram os disquetes de alta densidade, que permitiam maior capacidade de armazenamento.

Os winchesters já eram realidade no Brasil entre o início e meados da década de 90, mas é claro que as capacidades daquela época nem chegavam perto das atuais. Já existiam as mídias de CD-ROM, com uma singela diferença, a mídia não era gravável ou regravavável, somente era possível fazer a leitura dos dados gravados. Lembro-me de utilizar o zip drive como mídia removível alternativa, salvo engano em 1997.

  

 O zip é um disquete com maior capacidade de armazenamento, os mais populares eram de 100 MB. O drive possui velocidade superior de leitura e gravação, se comparado aos drives convencionais de disquete.  Ligava-se a unidade de disco na porta paralela do computador. A fabricante mais popular era a Iomega, aliás, não me lembro de outra. Quebrava um galho para mim, pois naquela época em que trabalhava como webdesigner (o Google nem existia ainda), muitas vezes desenvolvia as páginas de internet diretamente no zip. Mas apesar de a mídia ser blindada etc, dava muito problema na unidade de leitura e gravação. Com a popularização do CD-RW, os zips perderam força, até porque a mídia era bem mais cara. Já estou falando do fim do século XX, início do século XXI. As mídias CD-RW e CD-R têm 700 MB de capacidade de armazenamento, a não ser os DVD-R e DVD-RW, que surgiram depois, com capacidade para armazenar quase 5 GB de informações.    

 

 

Eis que surge o pen drive. Para mim, um choque de tecnologia tão grande, que cheguei a criar no ano de 2004 um site na internet específico sobre o novo dispositivo USB, denominado Pen Drive Net. La vai eu fazer limpeza nos meus disquetes, jogar coisa fora etc. O site é um sucesso até hoje, tendo sido visitado por mais de 3.000.000 (três milhões) de pessoas. Não atualizo mais por falta de tempo, mas o sítio continua tendo uma média de 70.000 visitas mensais, se somar com sua outra porta de entrada e repositório de arquivos, www.flashdrive.com.br, cerca de 130.000 visitas mensais e mais de 6.000.000 (seis milhões) de visitas! Um bom número, não?    

 

     

Uma curiosidade é que o meu site ajudou a popularizar o termo “pen drive” no Brasil, que na realidade é a marca de uma memória flash USB norte-americana. Lá fora é mais conhecido como memory key, USB flash memory, USB flash drive etc.

Pois bem, os primeiros pen drives tinham capacidade de 8-16 MB, mas a capacidade que iniciou com força no mercado foi a de 128 MB. Comprei meu primeiro pen drive no ano de 2003 ou 2004, não tenho certeza, mas lembro que tinha 128 MB de capacidade. Hoje tenho mais de 60 (sessenta) pen drives dos mais variados formatos e capacidades de armazenamento, até mesmo com formato de sushi.

Atualmente, os pen drives de 128 MB não são mais fabricados, os mais populares têm capacidade de 4 GB, mas já existem memórias USB de 256 GB.  As velocidades de leitura e escrita variam, mas são infinitamente superiores a dos disquetes. Mas deixarei para falar mais sobre os pen drives num próximo post …    

Finalmente, não poderia deixar de citar o HD removível, que atualmente é a unidade mais utilizada ao lado do pen drive.  Possui capacidade variada que pode ultrapassar 1 TB.

Acabei me estendo neste primeiro post, mas espero que tenham gostado!

Rodrigo Marcos Antonio Rodrigues