The Matrix

17 anos do filme Matrix – Parte I

O que é real? Vivemos em um mudo de ilusões?

A escolha: tomando a pílula azul, Neo permanecerá em estado de ignorância, escravizado, vivendo no mundo irreal. Tomando a vermelha, despertará do sono e enfrentará a realidade.

A escolha: tomando a pílula azul, Neo permanecerá em estado de ignorância, escravizado, vivendo no mundo irreal. Tomando a vermelha, despertará do sono e enfrentará a dura realidade.

Foi impactante assistir Matrix pela primeira vez, no cinema, há mais de 15 (quinze) anos. Muito além dos efeitos especiais, a maneira com que o filme aborda questões científicas, filosóficas e religiosas, que habitam nossa mente e estão gravadas em nossos genes, é no mínimo inquietante.

Neo (o salvador; o Messias) sabe que há algo de errado com o mundo em que vive e Morfeu (na mitologia grega: o Deus do sonho) precisa despertá-lo para a realidade.

A Matrix é um mundo de ilusões criado por computador, em que Neo e outros milhares de seres humanos estão conectados, escravizados pelas máquinas, que precisam de seus corpos físicos para gerar energia. A Matrix é o único mundo que conhecem, quiçá irreal, posto compulsoriamente com o objetivo de enganar suas mentes.

SócratesVê-se aí uma alusão à Alegoria da Caverna, diálogo do filósofo grego Sócrates, escrito por seu discípulo Platão, na obra “A República”. Da mesma forma que a Matrix é o único mundo que os personagens do filme conheciam, os habitantes da caverna nada sabiam sobre o mundo exterior, apenas observavam as sombras que a luz da fogueira projetava nas paredes da caverna e os sons que escutavam das pessoas que por ali transitavam, sendo essa sua única realidade tangível. Tal qual acontece com Neo no filme Matrix, Sócrates filosofa como seria difícil para aquela pessoa que nasceu e viveu dentro da caverna, sair dali e deparar-se com a luz e a verdadeira realidade. As sombras não seriam mais reais para ela do que as figuras que a projetavam?

E nesse mundo irreal da Matrix, existe a falsa impressão de liberdade, pois os escravizados não sabem desta sua real condição, vivem felizes na condição de ignorantes. O personagem “Cypher” (codificador), ao descobrir a dura realidade que paira sobre o mundo “real”, não pensa duas vezes em escolher o mundo de ilusões: ele prefere sentir o gosto de uma suculenta carne que não existe e, portanto, nunca comera, do que enfrentar a realidade e  comer a “gororoba” feita por “Mouse” (outro personagem do filme) na Nabucodonosor (nome do antigo Rei da Babilônia. É a nave de Morpheus), quando está “desconectado” da Matrix.

O personagem "Chyper" degusta um suculento pedaço de carne, consciente de que a carne não existe.

O personagem “Chyper” degusta um suculento pedaço de carne, estando consciente de que a carne não existe.

Se fizermos um breve paralelo com a religião espírita kardecista, encontraremos diversas semelhanças. Segundo a doutrina espírita, o que move a matéria (corpo) é o espírito eterno, sendo o corpo apenas um invólucro, uma prisão para o espírito. A vida na terra, no estágio em que vivemos, é um mundo de expiações, uma espécie de “filtro” para a evolução do espírito. Trata-se de uma de suas moradas (transitória), pode-se dizer ilusória no sentido de que as experiências com nossas reencarnações passadas são apagadas temporariamente, pois o conhecimento delas prejudicaria a evolução do espírito.

 

 

Neo, ao despertar, fica atônito ao contemplar os casulos com humanos que geram energia para as máquinas dotadas de inteligência artificial.

Neo, ao despertar, fica atônito ao contemplar os casulos com humanos que geram energia para as máquinas dotadas de inteligência artificial.

Como dito, a Matrix é um mundo de ilusões projetado para escravizar as mentes humanas, cujos corpos servem de bateria para as máquinas que a projetaram. Os humanos, outrora, travaram uma batalha com as máquinas dotadas de inteligência artificial, optando por “queimar” o céu para acabar com a única fonte de energia que as alimentava: o sol. Ocorre que as máquinas não demoraram a descobrir que o corpo humano gera energia.

E no mundo de Matrix, que nada mais é do que um espetacular software de computador, o personagem Neo, interpretado por Keanu Revees, é um programador, conhecido pelo nome de “Thomas Anderson”, que trabalha numa das maiores empresas de desenvolvimento de software do mundo. Sua aparência é significativamente diferente da real: no mundo de ilusões ele é a imagem projetada por sua mente, como um avatar digital.

Meus caros leitores, este post será dividido em partes, tamanha a riqueza de “The Matrix”, por isso peço que aguardem a segunda. Por enquanto, deixo a vocês o questionamento feito no início do presente texto: O que é real? Vivemos em um mudo de ilusões?

 

Ashton Kutcher interpretará Steve Jobs nos cinemas

Leia mais em: http://www.variety.com/article/VR1118052143/

Ashton Kutcher? Não sei não … acho que fiquei com má impressão dele no seriado Two and a Half Men, já que o Charlie Sheen, na minha opinião, era insubstituível.

Steve Jobs jovem

Steve Jobs jovem

Ashton Kutcher

Ator Ashton Kutcher

Filme Dreamscape: A morte nos sonhos

Filme “A Origem” é inspirado em clássico da década de 1980

Se você já viu o filme “A Origem”, com o ator Leonardo Di Caprio, é provável que tenha ficado maravilhado com os efeitos especiais utilizados. Melhor ainda se viu em Blu-ray!

 

Capa do filme A Origem

 

O filme conta a história de Cobb (Leonardo Di Caprio), especialista em extrair informações da mente das pessoas enquanto sonham. Cobb literalmente entra no sonho da pessoa e participa dele ativamente.

Ocorre que, pelos menos para mim, o filme peca na falta de imaginação ao mostrar os sonhos. Ora bolas, você sempre sonha tudo certinho? Claro que não … os sonhos são totalmente loucos, desordenados e inusitados! Enxergamos as coisas meio nebulosas, nossos sentidos se modificam, podemos voar, encontrar pessoas que já morreram, lutar artes marciais, acessar os nossos maiores medos que permanecem ocultos em nossa mente consciente, nossas frustrações e desejos, enfim, é um mundo paralelo ao real. Nesse sentido, “A Origem” é muito linear e não traz nada de novo, a não ser os maravilhosos efeitos especiais.

“Não traz nada de novo” porque é inspirado num clássico da década de 80, daqueles que eram os mais alugados nas videolocadoras ao lado de MAD MAX e tantos outros. Sim, VHS, meu caro, estou falando do filme “Dreamscape”, com o ator Dennis Quaid, que devia estar beirando os seus trinta anos de idade na época que foi filmado.

 

Filme Dreamscape: A morte nos sonhos

 

Nesse filme, tio de “A Origem”, Alex (Dennis Quaid) é um paranormal que também entra nos sonhos das pessoas e participa ativamente. Só que os sonhos são bem mais interessantes … temos o presidente dos E.U.A que é atormentado por uma iminente catástrofe nuclear, um menino que não quer dormir porque é aterrorizado por um monstro em seus sonhos, um cara que tem problemas sexuais e sempre sonha que sua mulher está o traindo, e o gran finale, em que Alex travará uma batalha com outro paranormal que conhece o seu maior medo.

Na época, o monstro que aterroriza o garoto impressionou a todos no quesito efeitos especiais, hoje em dia é tosco, mas ainda causa certo desconforto, estou falando do “homem cobra”.

Para quem já viu, vale a pena ver de novo, para quem não viu, vale a pena conferir …

…. agora em DVD ou você ainda tem aquele velho videocassete guardado?!

Bons sonhos para você :)

Abraços,

Rodrigo Marcos A. Rodrigues