Acervo da Folha de São Paulo na internet

A Folha de São Paulo está disponibilizando o seu acervo gratuitamente na internet. São todas as publicações do jornal desde o ano de 1921, incluindo a Folha da Manhã e da Noite.

Por enquanto, o acervo está sendo disponibilizado gratuitamente, mas não se sabe até quando. Vale a pena navegar pelas edições passadas e fazer uma viagem histórica. No quesito tecnologia, o bacana é conferir as publicidades de computadores e eletrodomésticos antigos, as notícias sobre os avanços da ciência em diversas áreas, o que estava em pauta na época.

Por exemplo, abri uma edição de 1989 e vi um anúncio de um super lançamento da Casa Centro, um vídeo cassete de 4 cabeças da Mitsubishi. Numa outra página tinha um artigo do Walter Ceneviva, sobre a então recente Constituição de 1988, em que o título é “Brasil viveu a Constituição em 89”, no corpo do artigo: “1990 é uma incógnita”.

Confira em: http://acervo.folha.com.br/

Saudações e bom final de carnaval!

Rodrigo Marcos Antonio Rodrigues

Saiba como o Google despontou como o maior buscador da internet

Logo Google Tom Jobim

O Google se firmou como o maior buscador da internet em razão da forma que o seu sistema indexa as informações. Aliás, se tornou muito mais do que um simples buscador, é um provedor de produtos e serviços que ameaça até mesmo a Microsoft, com suas soluções baseadas na computação em nuvem (cloud computing). Antigamente, os buscadores dependiam de um cadastro prévio da página publicada na internet para alimentar o seu banco de dados, se o cadastro não era atualizado pelo interessado, as informações permaneciam desatualizadas no buscador. Os antigos buscadores também dependiam do título da página e das METATAGS que trazem a descrição do site e as palavras-chaves correspondentes. Essas informações ficam no cabeçalho da página da internet, o título um pouco acima. O Google também utiliza essas informações para indexar a página, mas vai muito além, os seus robôs são bem mais inteligentes e varrem periodicamente os arquivos hospedados nos servidores, não se limitando a varrer arquivos no formato HTML. A “nuvem de tags”, tão utilizada atualmente nos blogs e sites, é um exemplo de ferramenta que ajuda na indexação no Google. Um bom nome de domínio continua sendo importante.

A gratuidade das indexações também foi fator preponderante para o sucesso, prevalecendo nos primeiros resultados da busca as páginas mais populares, além dos anúncios pagos. O que torna uma página popular é o número de vínculos (links) que existe para ela em outras páginas igualmente indexadas.

Se você digita um endereço no Google, ele te mostra o mapa de localização. Forneça o nome de uma música para que ele retorne a biografia do artista, arquivos digitais de música, vídeo e muito mais. Se a idéia é conhecer outros países sem sair de casa, basta instalar o GoogleEarth. Quer um browser para navegar pela internet? O Google tem, chama-se Google Chrome.

Gmail, Youtube, Orkut, Google docs e muito mais, o Google é arrasador. Compará-lo ao Facebook é uma heresia. A única ameaça à hegemonia tecnológica do Google vem do próprio Google, ou seja, ele quebrar financeiramente. Verdade é que sua receita tem diminuído, em parte pela ascensão de redes sociais como o Facebook, que atraem os anunciantes exclusivamente em razão da crescente popularidade.

O Google centralizou todo conteúdo da internet em um só lugar; é o ponto de partida da navegação pela rede mundial de computadores; é o Oráculo do Século XXI, mas não espere encontrar informações fidedignas fáceis, tem que interrogá-lo diversas vezes, descartar respostas e muitas vezes montar um quebra-cabeça de informações.

Você deve estar pensando: o autor do Blog é fã incondicional do Google. Fã, sim, incondicional, não. Esse Oráculo deve observância às leis do nosso país, não é nenhuma divindade que está entre o céu e a terra, não é o Oráculo de Delfos e nem a simpática velinha do filme Matrix.

Conhece-te a ti mesmo.

Acesso a todos os produtos e serviços do Google: http://www.google.com.br/intl/pt-BR/options/

Saudações a todos,

Rodrigo Marcos Antonio Rodrigues

Da esquerda para direita, disquete de 8, 5 1/4 e 3 1/2 polegadas

Mídias e dispositivos de armazenamento removível

Saudações a todos, este é o primeiro post do Blog Evolução Tecnológica.Há muitos assuntos que mereceriam uma abordagem inicial, mas o que me vem à mente neste momento inaugural é a evolução das mídias e dispositivos de armazenamento removível.

Nos primórdios da computação pessoal, reinava absoluto os disquetes de 5 ¼ polegadas, mas paralelamente eram utilizadas fitas cassetes para armazenar os dados. Sim, as mesmas utilizadas para gravação de áudio, que atualmente são peças de museu, assim como os disquetes. E antes mesmo dos disquetes de 5 ¼ polegadas, existia o de 8 polegadas, de dimensão maior, mas nem por isso com maior capacidade de armazenamento.

Os disquetes de 5 ¼  que eu utilizava em meus Apples II, por exemplo, tinham capacidade de 180 Kb por face. Sim, o disquete podia ser gravado em suas duas faces (double-sided), para tanto, era necessário “picotar” o outro lado da mídia para  permitir a gravação. Existia até mesmo uma ferramenta para isso, chamada de “picotex”. Então, podemos dizer que esses disquetes tinham capacidade total de 360 Kb, um luxo para a época! Calma, vou explicar porque era um luxo …

Para a maioria dos mortais brasileiros do início da década de 80, um drive de disquete era um “gadget” de alto custo.  Para início de conversa, ainda não se comercializavam os discos rígidos (hard disk, winchester), apesar da tecnologia já ter sido inventada. Portanto, os softwares rodavam diretamente do disquete. Quando se utilizava um programa mais parrudo, era necessário mais de um disquete para rodá-lo. Neste caso, podia ser utilizado mais de um drive para essa tarefa (A e B) ou simplesmente remover o disquete e inserir o outro cada vez que o software requisitava.

Mas volto a lembrar, os drives de disquete eram para poucos! Estávamos em plena reserva de mercado! Abordarei este assunto (reserva) num próximo post. Então, como se fazia? Veja bem, estou abordando a computação pessoal. Havia duas opções.  A primeira era digitar o programa na tela e rodá-lo, quando o computador fosse desligado, perdia-se tudo! Acredite, estou dizendo que muitas pessoas ligavam o seu micro e digitavam 100 linhas de um programa em BASIC ou outra linguagem, rodavam aquela belezinha na tela e quando desligavam o computador perdiam tudo! É triste para a geração atual, mas uma diversão para aquela geração … a outra opção era gravar numa fita cassete. Essa operação requeria certa dose de paciência, tanto para a gravação como para o carregamento do programa, particularmente nunca gostei de utilizar fitas cassete.    

 

 

Existia outro pequeno problema, a RAM do computador era limitada. Os Apples II, em média, tinham 64 Kb RAM. Alguns micros da Prológica e da Microdigital, compatíveis com o TRS-80, só tinham 16 KB e por ai vai, isso que dizer que o tamanho do programa era limitado à memória do micro. Mas não vamos entrar nesse assunto, continuemos nas mídias e dispositivos de armazenamento removível.

Depois do disquete de 5 ¼ polegadas, surge o disquete de 3 ½ polegada. Bingo!? Agora tínhamos o dobro de capacidade de armazenamento, incríveis 720 Kb! Estes novos disquetes eram menores, com invólucro mais resistente, e seu drive de leitura e gravação era menor. Outro ponto interessante é que vinha com um botão seletor que protegia contra gravação. Nos disquetes de 5  ¼”  e 8 polegadas, era necessário colar um adesivo no picote (buraco localizado na parte esquerda e direta superior) para proteger contra a gravação. Sem sombra de dúvidas, os disquetes de 3 ½ polegadas eram mais resistentes, pois estavam mais protegidos contra o mofo, o magnetismo e outras avarias decorrentes do uso.

Protegia-se o disquete contra gravação não somente para prevenir a perda de dados por subscrição ou formatação acidental, mas também para proteção contra vírus. Quanto a este, um clássico que marcou uma época: sexta-feira 13!

O disquete de 3 ½”  foi uma mídia massificada no início da década de 90, pelos Macintosh e PC IBM XT/AT e compatíveis, apesar de durante um tempo ser mantida a utilização dos discos de 5 ¼”. Ainda hoje lembro com certo amargor, a destruição de cerca de 400 disquetes de 5 ¼ que possuía, como tantas outras coisas que me desfiz, maravilhado com a nova tecnologia que surgia! Hoje vejo que estava destruindo a história que poderia ter mantido viva, mas atualmente recupero pouco a pouco.

Cito algumas marcas de disquetes de 5 ¼ e 3 ½“: Nashuatec, Verbatim, Maxell, Sony etc. Com o tempo e a evolução tecnológica,  surgiram os disquetes de alta densidade, que permitiam maior capacidade de armazenamento.

Os winchesters já eram realidade no Brasil entre o início e meados da década de 90, mas é claro que as capacidades daquela época nem chegavam perto das atuais. Já existiam as mídias de CD-ROM, com uma singela diferença, a mídia não era gravável ou regravavável, somente era possível fazer a leitura dos dados gravados. Lembro-me de utilizar o zip drive como mídia removível alternativa, salvo engano em 1997.

  

 O zip é um disquete com maior capacidade de armazenamento, os mais populares eram de 100 MB. O drive possui velocidade superior de leitura e gravação, se comparado aos drives convencionais de disquete.  Ligava-se a unidade de disco na porta paralela do computador. A fabricante mais popular era a Iomega, aliás, não me lembro de outra. Quebrava um galho para mim, pois naquela época em que trabalhava como webdesigner (o Google nem existia ainda), muitas vezes desenvolvia as páginas de internet diretamente no zip. Mas apesar de a mídia ser blindada etc, dava muito problema na unidade de leitura e gravação. Com a popularização do CD-RW, os zips perderam força, até porque a mídia era bem mais cara. Já estou falando do fim do século XX, início do século XXI. As mídias CD-RW e CD-R têm 700 MB de capacidade de armazenamento, a não ser os DVD-R e DVD-RW, que surgiram depois, com capacidade para armazenar quase 5 GB de informações.    

 

 

Eis que surge o pen drive. Para mim, um choque de tecnologia tão grande, que cheguei a criar no ano de 2004 um site na internet específico sobre o novo dispositivo USB, denominado Pen Drive Net. La vai eu fazer limpeza nos meus disquetes, jogar coisa fora etc. O site é um sucesso até hoje, tendo sido visitado por mais de 3.000.000 (três milhões) de pessoas. Não atualizo mais por falta de tempo, mas o sítio continua tendo uma média de 70.000 visitas mensais, se somar com sua outra porta de entrada e repositório de arquivos, www.flashdrive.com.br, cerca de 130.000 visitas mensais e mais de 6.000.000 (seis milhões) de visitas! Um bom número, não?    

 

     

Uma curiosidade é que o meu site ajudou a popularizar o termo “pen drive” no Brasil, que na realidade é a marca de uma memória flash USB norte-americana. Lá fora é mais conhecido como memory key, USB flash memory, USB flash drive etc.

Pois bem, os primeiros pen drives tinham capacidade de 8-16 MB, mas a capacidade que iniciou com força no mercado foi a de 128 MB. Comprei meu primeiro pen drive no ano de 2003 ou 2004, não tenho certeza, mas lembro que tinha 128 MB de capacidade. Hoje tenho mais de 60 (sessenta) pen drives dos mais variados formatos e capacidades de armazenamento, até mesmo com formato de sushi.

Atualmente, os pen drives de 128 MB não são mais fabricados, os mais populares têm capacidade de 4 GB, mas já existem memórias USB de 256 GB.  As velocidades de leitura e escrita variam, mas são infinitamente superiores a dos disquetes. Mas deixarei para falar mais sobre os pen drives num próximo post …    

Finalmente, não poderia deixar de citar o HD removível, que atualmente é a unidade mais utilizada ao lado do pen drive.  Possui capacidade variada que pode ultrapassar 1 TB.

Acabei me estendo neste primeiro post, mas espero que tenham gostado!

Rodrigo Marcos Antonio Rodrigues

 

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