Primeira página da rede mundial de computadores permanece até hoje no ar

Há cerca de 21 anos atrás foi publicada a primeira página da World Wide Web (WWW) por Tim Berners-Lee, com a utilização do protocolo HTTP e um servidor de internet.

O curioso é que ela permanece até hoje no ar: http://www.w3.org/History/19921103-hypertext/hypertext/WWW/TheProject.html

Outra curiosidade é que Berners-Lee utilizou um computador da empresa NeXT para criar a página.

Para quem não sabe ou não se lembra, a NeXT foi a empresa que Steve Jobs montou após sair da Apple no ano de 1985.

Até o próximo post,

Rodrigo – evoltecno

Fã recria introdução do game Out of This World (Another World) com personagem real

Out of This World, um dos meus games clássicos preferidos, foi homenageado por um fã que recriou sua introdução com a participação de um personagem real. Muito legal, vale a pena conferir.

 

 

O website que foi o ponto de encontro dos alunos que cursavam Direito na Universidade Santa Cecília

Antes de advogar, eu trabalhava numa firma própria que desenvolvia e hospedava websites dinâmicos na internet. Idos tempos, em que o Google ainda não existia e o comércio eletrônico era algo incipiente.

Calma, não sou tão velho assim, apesar de ter mexido com muitas máquina na década de 1980 que atualmente são peças de museu. É que a evolução tecnológica dos computadores avança numa velocidade estonteante.

Mas retornando a esses idos tempos, por volta de 1997-2001, lá estava eu, um estudante de Direito com a mente fervilhando, conectada às inúmeras possibilidades que a internet poderia oferecer.

E relembrando desse início, interconectado ao Direito e à Informática, um projeto me veio à mente: o desenvolvimento e manutenção do website não-oficial do curso de Direito da minha Universidade, cujo domínio era: www.direitounisanta.com.br.

Não se tratou de um projeto profissional, ou seja, eu não ganhava dinheiro com ele. Durante um período em que o website ficou no ar, o Centro Acadêmico ajudou a angariar alguns patrocínios que mantiveram a hospedagem em dia.

Mas o bacana mesmo foi que o site bombou, era visitado não somente por alunos da Universidade que cursei, mas, também, por alunos de outras Universidades e cursos. Virou um ponto de encontro.

O sucesso do website não foi algo casual, a programação dele era bem avançada para a época e o conteúdo, de interesse dos estudantes, altamente dinâmico. Programei o site em ASP com banco de dados e montei parte da estrutura em flash.

O site possuía várias seções e o conteúdo era de responsabilidade do presidente do Centro Acadêmico. Uma delas (seções), com link para a página principal, chamava-se: “Quentinha da semana”. Por meio de uma página administrativa que desenvolvi (login e senha), um colega meu alimentava essa seção do site, destilando o seu veneno ao narrar algum acontecimento que ocorrera durante a semana na faculdade. Era a “quentinha”.

Outra seção de sucesso era o “Mural da Galera”. Por meio desta página, os visitantes se expressavam livremente, protestando, xavecando, marcando encontros e dando notícias. É claro que não demorou para que surgissem problemas de ordem jurídica, no então incipiente mundo da internet. Volta e meia, eu era abordado nos corredores da faculdade por pessoas que sentiam ofendidas com algo que fora postado. Era tudo muito novo, as redes sociais estavam em formação. Não existia Orkut, Facebook ou Twitter … os comunicadores instantâneos estavam em alta (quem lembra do ICQ?)

Mais uma seção de sucesso do site foi a galeria de fotos das baladas. Eu tinha uma câmera digital, praticamente um “gadget” na época. Acho que a resolução máxima dela era de 640 x 480 pixels e a memória de 32 MB … rs. Eu emprestava a câmera para que as fotos fossem feitas, quando não, eu mesmo fazia as fotos.

O site contava, ainda, com a publicação das notas bimestrais e de comunicados de interesse dos alunos, seleção de links úteis sobre Direito, possibilidade de se associar ao Centro Acadêmico etc.

Depois que me formei, acho que mantive o site mais alguns anos no ar, mantendo contato com o novo presidente do C.A. na época.

Para matar a saudade daqueles estudantes, publico, logo abaixo, um pedacinho da estrutura desse website que marcou uma época:

Caso você tenha alguma história relacionada com esse website ou tenha o visitado quando estava no ar, deixe seu comentário.

Abraços,

Rodrigo Marcos Antonio Rodrigues – evoltecno

Unitron Mac 512

A lenda é real: Unitron Mac 512, o computador brasileiro que enfureceu a Apple de Steve Jobs e abalou as relações comerciais entre os E.U.A. e o Brasil

Unitron Mac 512

Caros leitores do Blog >Evolução Tecnológic@_ – www.evolucaotecnologica.com.br, a história desse computador é INCRÍVEL. Vou tentar sintetizar, mas ainda farei um artigo mais completo e com os devidos ajustes para publicação aqui no blog.

O Unitron Mac 512 abalou as relações comerciais entre o Brasil e os Estados Unidos na segunda metade da década de 1980, inclusive foi um dos estopins para a aprovação da Lei 7.646/87 (Lei do Software).

No Brasil estávamos em plena reserva de mercado da informática. Em apertada síntese, a reserva visava proteger o incipiente mercado nacional, criando restrições para a importação, fabricação e/ou comercialização de computadores e softwares estrangeiros. Fabricantes nacionais “clonavam” os microcomputadores gringos, como o TRS-80, Apple II, Sinclair, copiando a plataforma dessas máquinas ou utilizando engenharia reversa, mas com uma defasagem muito grande do que era novidade lá fora.

A então Apple Computers Inc, de Steve Jobs, tolerava (em parte) que fossem feitos clones de seus Apples II (primeiro microcomputador de sucesso comercial no mundo) por empresas brasileiras como Microdigital, CCE, Dismac, até porque, para Jobs, o Apple II era um projeto que já tinha ficado para trás (sempre foi a paixão de Wosniak), sua visão estava focada no futuro (da Apple, para ele): Macintosh (Mac).

O Mac foi lançado no ano de 1984, numa campanha publicitária nunca antes vista. Para quem não sabe, o Macintosh foi o primeiro microcomputador de sucesso do mundo com interface gráfica e mouse (O Windows ainda não existia). O projeto anterior da Apple não havia vingado: LISA (nome da filha de Steve Jobs). O LISA nasceu a partir de uma visita de JOBS à Xerox, mas isso é outra história a ser contada.

Apple Macintosh de Steve Jobs

Apple Macintosh de Steve Jobs

 

 

Diferentemente do Apple II, o Mac foi projetado para dificultar a criação de clones e compatíveis.

Pois bem, uma empresa brasileira de nome UNITRON fez um feito que se tornou uma lenda geek: DESENVOLVEU NO ANO DE 1985 O PRIMEIRO CLONE DE UM MACINTOSH NO MUNDO !!! E é exatamente o micro das fotos que passou a fazer parte do meu acervo !!!

 

 

 

 

 

 

 

Unitron Mac 512 - foto placa

Unitron Mac 512 – placa do micro com a inscrição “MAC” e “Unitron”

Unitron Mac 512 - etiqueta interna

 

Ocorre que esse feito gerou uma guerra comercial entre o Brasil e os Estados Unidos: a Apple de Steve Jobs utilizou de sua influência junto ao governo norte-americano para que pressionasse o governo brasileiro a não aprovar o projeto da UNITRON, alegando se tratar de uma cópia pirata que violava seus direitos autorais e patentes. O governo norte-americano ameaçou retaliar o Brasil nas relações comerciais, impondo barreiras para os nossos produtos de exportação, como a laranja. Resultado: a UNITRON teve que abandonar o projeto.

 

 

 

Unitron Mac 512 - inscrição na placa de circuito impresso

Unitron Mac 512 – inscrição na placa de circuito impresso

 

A Edição Especial da Revista Veja: “O Ano de 1988″, trouxe a notícia: “Conin proíbe venda de computador Unitron”. “Conin” era o Conselho Nacional de Informática e Automação de nosso país,  instância máxima na qual o pedido de aprovação do Unitron Mac 512 foi parar em sede de recurso, após seu indeferimento  definitivo pela Secretaria Especial de Informática (SEI), órgão este subordinado ao Conin.

 

 

 

 

 

Algumas unidades do Unitron Mac 512 chegaram a ser comercializadas no Brasil, mesmo sem o projeto ter sido aprovado pela SEI. Reza a lenda que foram feitos 200 (duzentos) micros, mas não se sabe ao certo. Um deles passou a integrar minha coleção de computadores antigos (micros clássicos).

 

Matéria publicada na Revista MicroSistemas em 1987

Revista MicroSistemas – Ano VI N. 69 – Junho/1987

Numa das principais listas brasileira de discussão sobre micros clássicos (AppleII_br), foi possível identificar a existência de 7 (sete) exemplares do Unitron Mac 512 no Brasil, incluindo o meu (série número: 60085, ou seja, 85), e segundo informações de um dos usuários da lista que possui um desses exemplares desde o ano de 1987: “computadores completos devem ter sido menos de 50, e eu não duvidaria de um número mais próximos dos 30″.

Verdade é que nenhum desses exemplares encontrados têm número de série acima de 100 (cem).

 

 

 

O colecionador Marcos Velasco é proprietário de dois exemplares dos 7 (sete) acima citados, e segundo informações dele foram produzidos apenas 16 (dezesseis) unidades do Unitron Mac 512.

 

Unitron Mac 512 - visão traseira do micro

Unitron Mac 512 – visão traseira do micro

 

Unitron Mac 512 - etiqueta original

Unitron Mac 512 – etiqueta original presente na parte de trás do micro, que indica sua versão 1.0 e o número de série: 60085.

 

Trata-se de um microcomputador raríssimo, talvez o mais raro do Brasil e um dos mais raros do mundo.

Também reza a lenda que Steve Jobs ficou furioso com o episódio e é fato verídico que na Apple foi fincada uma bandeira pirata ao lado de uma unidade do Mac da Unitron, adquirido pela maçã  para feitura do laudo que comprovaria a cópia da ROM do Apple Macintosh 512. Sobre isto, Rainer Brockerhoff, que trabalhou no projeto da ROM do Unitron Mac 512, disse, em entrevista, que provavelmente a Apple havia pego um protótipo do micro nacional, ainda com a ROM do próprio Mac original.

 

Algumas referências sobre o Unitron Mac 512 encontradas na internet:

Blog do Chester: http://chester.me/mac512-html

Instituto de Economia – UFRJ:http://www.ie.ufrj.br/desenvolvimento/pdfs/novos_espacos_de_possibilidade_para_a_inovacao_tecnologica.pdf

LowEndMac: http://lowendmac.com/clones/unitron.html

MacMagazine: http://macmagazine.com.br/2009/05/30/entrevista-rainer-brockerhoff-fala-sobre-o-projeto-do-macintosh-brasileiro/

Merlintec: http://www.merlintec.com/lsi/mac512.html

Old-Computers.com: http://www.old-computers.com/museum/computer.asp?c=997&st=1

Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Unitron_Mac_512

 

Brother AX-525 Word Processing Typewriter

As máquinas de escrever eletrônicas com processador do Word (Word Processor) incorporado foram populares nos Estados Unidos e outros países do globo nas décadas de 1970 e 1980. No Brasil, não chegaram a popularizar, mas podiam ser encontradas em escritórios Continue reading

Drive de disquete para MSX

Drive de disquete para MSX – interface MAX 400 e DMX

Com esse equipamento das fotos, consigo rodar programas em disquete de 5 1/4″ nos meus Hotbits da Sharp e Expert da Gradiente.

 

MAX 400 MSX

 

Encaixo a interface MAX 400 MSX na entrada de cartuchos do micro, o cabo flat dela nos drives e os cabos de força do módulo DMX nestes.

O micro inicia pronto para receber os comandos de operação da interface de drive.

 

Drive de disquete para MSX

Cartuchos CP 400 Kb

Garimpei algumas raridades

Visitando uma antiga loja em SP, reduto de colecionadores, encontrei algumas raridades que passaram a integrar minha coleção de microcomputadores antigos. O mais incrível é que todos os itens têm quase 30 anos de idade e estão lacrados!

Itens coleção

Da esquerda para direita: cartucho “Editor” do CP 400, placa CPM da Dismac (compatível com Apple II) e cartucho “Tênis” do CP400. Logo abaixo, caixa de disquete de 5 1/4″ da Fujifilm.

O CP 400 é um microcomputador de 8 bits que foi fabricado pela empresa Prológica na década de 1980, em plena reserva de mercado no Brasil. Ele funciona com cartuchos, como o MSX e o Atari 400/800, mas também pode rodar programas em fita cassete ou disquete de 5 1/4″, desde que conectado a um gravador de fita cassete ou unidade de disco removível compatível (drive), respectivamente, periféricos vendidos à parte naquela época. O cartucho da esquerda é um aplicativo chamado “Editor” e o da direita um game de tênis.

Cartuchos CP 400

O cartucho “Tênis” tem apenas 4 Kb, mais ou menos a capacidade de um cartucho do videogame Atari 2600, e o cartucho “Editor” tem 8 Kb. É claro que não dava para fazer muita coisa com essa quantidade de memória, os gráficos eram bem simples e os programas limitados, mas era o que existia na época e fazia a alegria de muita gente.

Cartuchos CP 400 Kb

A Prológica fabricava outros micros dessa linha CP (Computador Pessoal), o mais simples era o CP 200 e o mais sofisticado o CP 500.

Cartucho da Prológica

A DISMAC, empresa brasileira conhecida por fabricar calculadoras, fabricava um Apple II compatível na década de 1980 e a placa CPM da foto servia para permitir a execução do sistema operacional CP/M, necessário para rodar o programa WordStar (processador de  texto que precedeu o Word), por exemplo.

Alguns disquetes de 5 1/4″ costumavam ser comercializados em um estojo de acrílico, é o caso dessa caixa de disquetes da Fujifilm. Os disquetes da foto são de alta densidade (HD – High Density) e por esse motivo não funcionam em drives do Apple II e de outros micros de 8 bits. Esses disquetes eram utilizados com os PC IBM e compatíveis, em modelos como o XT, AT 286/386/486 … no Brasil já estávamos na década de 1990, em que os micros como o Apple II já haviam perdido espaço para os novos PCs …

Caixa disquete 5 1/4 Fujifilm